Antônio de todo o mundo

Antônio foi um intelectual completo para sua época (século XIII). Bom teólogo, pregador veemente e evangelizador de rua incansável. E milagreiro insuspeitado. Correu a Itália e a França, missionando as cidades, falando nas igrejas, despertando as populações que se encontravam como “ovelhas sem pastor”. Foi um batalhador e uma pessoa de extrema vitalidade.

Sua presença, na história do seu tempo, foi imponente, arrebatadora e misteriosa. Teria sido o maior pregador do século XIII. Sua personalidade, terna e feroz ao mesmo tempo, sua eloquência, simultaneamente lúcida e cortante, davam-lhe uma força incandescente que galvanizava as pessoas e o cobriam de respeito. Granjeava admiração entre príncipes e nobres, entre o povo em geral e os pobres em particular.

Nasceu em Lisboa em SANTO ANTÔNIO DE LISBOA, DE PÁDUA E DO LARGO DA CARIOCA 1195 e morreu em Pádua em 1231, com apenas 36 anos de vida. Ele teria tido, pela exumação de seus restos mortais, um físico excepcional: 1m70 de altura, ombros largos e pernas fortes, rosto comprido e estreito, nariz fino, cabelos pretos e feições másculas. Mais importantes, no entanto, do que seus traços físicos, foram o espírito e o coração deste homem destemido, que pregou o Evangelho, lutou pelo bem da Igreja e dos pobres e, corajosamente, investiu contra tiranos e exploradores do povo.

Seus sermões deixaram a impressão de uma pessoa forte e decidida, incandescente, com feições iluminadas, voz retumbante e olhar aceso. É alcunhado “de Pádua”, mas foi português de nascença e é nosso padroeiro no Largo da Carioca, desde 1608.