Provincial da Romagna

rogmana No Capítulo da ordem, em 1227, Antônio foi nomeado provincial da Romagna. Antônio já conhecia o território e seus múltiplos problemas desde o tempo de sua atividade como pregador nos anos de 1222 a 1224. Em suas viagens de visitação das fraternidades dos frades, Antônio percorreu então a Lombardia. Foi a Milão, Como, Bienno in Val Camonica, Cremona, Brescia, Bérgamo, Varese e Mântua. Por fim, chegou a Pádua, onde ele desde 1228 tinha seu domicílio permanente. Os Fioretti, uma coleção mais tardia de relatos miraculosos sobre Francisco e seus irmãos, têm algo a contar sobre esta prédica do santo em Roma: Antônio "pregou certa vez em um consistório diante do papa e dos cardeais. Homens de diversas nações haviam concorrido para esse consistório: gregos, latinos, francos, eslavos, ingleses e ainda outros representantes dos diversos povos da terra. Inflamado pelo Espírito Santo, Antônio apresentou a palavra de Deus tão eficazmente, com tal piedade com tal prudência, a par de tanta clareza e compreensão, de modo que os ouvintes entenderam todas as palavras dele em suas diversas línguas maternas, como se ele tivesse falado na língua materna de cada um deles. Todos estavam cheios de admiração e parecia-lhes como se tivesse se repetido o antigo milagre de Pentecostes. Em Pádua, o último período da vida do Santo Como parece, foi a dedicação total do santo nessa quaresma de 1231 que fez de Antônio o "Antônio de Pádua". O que aconteceu então em Pádua se movimenta no domínio do superlativo, mesmo abstraindo-se da descrição e da interpretação legendária. Antônio proferiu suas pregações quaresmais de 6 de fevereiro a 23 de março de 1231. Ele foi o primeiro a pregar diariamente em preparação para a festa da páscoa, o que mais tarde se tornou costume muito difundido. A lei de 15 de março de 1231 As leis da comuna de Pádua, como também as de outras comunas, puniam até então os devedores e também os fiadores com prisão perpétua, sem distinguir entre quem apenas estava impossibilitado de pagar e quem se negava a pagar as dívidas. Em 15 de março de 1231, o governo da cidade promulgou uma nova lei, na qual consta: "A pedido do venerável irmão Santo Antônio, confessor da Ordem dos frades menores, para o futuro nenhum devedor ou fiador poderá ser privado pessoalmente de sua liberdade quando ele se tornar insolvente. Somente suas posses poderão ser apreendidas neste caso, não porém sua pessoa e liberdade".